LLADRÓ
Confesso que, por puro preconceito estético, uma vez que a qualidade é reconhecidamente de primeira, a fábrica de porcelana espanhola Lladró nunca foi das minhas favoritas. Relativamente recente, fundada em 1953, pelos irmãos Juan, José e Vicente Lladró, em Tavernes Blanques, Valência, iniciou a produção de esculturas e grupos escultóricos somente em 1956. Suas peças, a meu ver, perdem em beleza, sofisticacão e harmonia, se comparadas às das alemãs Meissen, Rosenthal e Hutschenreuther, minhas preferidas, sobretudo, quando se trata de exemplares em estlilo Art-Déco, ou às das francesas Limoges e Sèvres e até às da Europa Oriental, como a húngara Herend ou a checoslovaca Dux.

Sempre considerei as produções da Lladró ingênuas e mais adequadas à decoração de quartos de criança, tendo em vista os motivos, como camponesas dando mamadeira para cordeirinhos,  adolescentes com seus poodles em corrrentinhas douradas etc., e as cores suaves, com predominância de azuis e rosas.  Surpreendentemente, no entanto, deparei há pouco, ao percorrer um leilão em São Paulo, com uma inusitada peça Lladró: escultura em porcelana branca, representando nu masculino, sentado sobre cubo em esmaltagem marmorizada (24cm), com nítica influência Art-Déco, embora seja da segunda metade do século XX.  Não necessito dizer que Perez & Prado inlcluiu-a imediatamente em seu acervo e tem o prazer de apresentá-la antecipadamente, pois ainda não desembarcou em Brasíia, a amigos e clientes.

A título de comparação, reproduzo nu feminino, da Hutschenreuther e, a“Encantadora de Serpente”, da Rosenthal, respectivemante.