Suiseki ou “pedra de visualização” é a arte japonesa de apreciação de pedras ou o objeto da apreciação, a pedra, em si.  Não se trata de uma pedra qualquer, mas, de diversos tamanhos e de origem marítima ou terrestre, devem ter sido trabalhadas pela água ou pelo vento,  assumindo formas que lembrem seres ou objetos.  Induzem, sobretudo, à meditação, uma vez que o observador, ao tentar visualizar novas formas, além das mais óbvias, pode passar horas diante da suiseki, o que equivale a verdadeiro exercício espiritual, que aplaca a mente e a prepara para a contemplação.  Por outro lado, as pedras valorizam aspectos como a longevidade, estabilidade e imortalidade.

As suisekis podem, ainda, ser esculpidas, assumindo a forma ou formas desejadas pelo artista, mas, sem sombra de dúvida, as trabalhadas, durante séculos,  pelos elementos da  natureza, são as mais raras e valiosas.  São colocadas, ademais, sobre bases de madeira ou daizas, especialmente feitas para acomodá-las e permitir a visualização de seus melhores ângulos, ou sobre bandejas de cerâmica denominadas dobans.  As suisekis transformaram-se, assim, em curiosos objetos de decoração, utilizadas sobretudo em ambientes minimalistas, brindando tranquilidade, harmonia e equilíbrio.

As “pedras de visualização” são originárias da China e da Coréia, onde são chamadas, respectivamente,  de Gongshi e de Suseok.  Foram introduzidas no Japão pela corte imperial chinesa no período Asuka (538-710 d.C.), tornando-se populares durante o período Kamakura (1183-1333 d.C.), quando sua aceitação pelos Samurais, em seus exercícios de meditação, foi consolidada.  Ao Ocidente, foram inicialmente apresentadas em exposições de Bonsais, aos quais são relacionadas, aparecendo, muitas vezes, aos pés das pequenas árvores.

O exemplar que Perez & Prado têm o prazer de oferecer a amigos e clientes foi adquirido de um colecionador do interior de São Paulo que, aos 97 anos, decidiu desfazer-se de suas  mais de 300 peças.  De origem marinha, medindo 25 cm de comprimento por 22 cm de altura (com a base de madeira), é conhecida como Ko-ushi ou bezerro, uma vez que sua principal forma lembra um bezerro deitado, com a cabeça inclinada para a direita.  Alguns preferem visualizar, no entanto, uma carpa japonesa (Koi), com sua larga cauda, que arrasta à guisa de véu. Outras formas menores podem surgir, como o perfil de um homem de nariz adunco e barba, a cara de um macaco  e a cabeça de um cavalo.  Enfim, as possibilidades de outras visualizações são inúmeras e dependem da criatividade e dos poderes de concentração e cotemplação do observador.

ADQUIRA SUA SUISEKI (MAIS PROFÍCUA PARA A MENTE DO QUE UM POKÉMON) E BOA MEDITACÃO

Ney Prado, curador de arte e antiguidades

PARA MAIS INFORMAÇÕES, CONTATE PEREZEPRADO@ME.COM