Na semana passada, PEREZ & PRADO ANTIQUÁRIOS divulgaram  o que foi possivelmente um dos últimos livros escrito sobre o Brasil na Monarquia: “Le Brésil en 1889”, organizado pelo Barão de Santa-Anna Nery. Na publicação de hoje, homenageamos UMA REPUBLICANA VAIDOSA,

através de rara peça que incorporamos recentemente ao nosso acervo. Trata-se de um toucador, móvel menor que a penteadeira, encimado por um espelho, diante do qual a dama se acomoda para toucar-se, ou seja, pentear-se e pintar-se, e onde guarda as escovas, cosméticos e demais petrechos de embelezamento. De variadas madeiras nobres, a peça é, na realidade, uma caixa, que ostenta incomum trabalho naïve e geométrico de marchetaria (estrelas, triângulos e círculos), sobre pés torneados e trava central (foto 1). Na parte frontal, as iniciais JA. No centro da tampa, as armas da república e a inscrição “Joanna Amália Miranda Nunes, novembro de 1891” (foto 2), o que sugere que foi oferecida à ex-proprietária por ocasião do segundo aniversário da proclamação da república. Interiormente, espelho biselado com rica moldura marchetada e 12 compartimentos com tampas (fotos 3, 4 e 5). Medindo, fechada, 80 X 77 X 43 cm, é uma peça eclética e o estilo do qual mais se aproxima é o Vitoriano.

De Joanna Amália, além de que era UMA REPUBLICANA VAIDOSA, sabe-se pouco, apesar da intensa pesquisa realizada. Amada, noiva, esposa, filha de um prócer da novel república? Possivelmente. Com certeza, pode-se dizer que foi musicista (cantora, pianista…?), como atesta o Diário Oficial da União (DOU), de 5 de maio de 1890, que, à página 1, publicou despacho a requerimento, cujo teor não divulgou, de “Joanna Amália Miranda Nunes e outras alumnas do Instituto Nacional de Música”: INDEFERIDO! (foto 6, 3 últimas linhas da segunda coluna). O indeferimento, no entanto, não parece ter arrefecido o entusiasmo de Joanna Amália pela república!

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