Oriundo do termo germânico “smelzan”, através do francês arcaico “esmail” (atualmente, “émail”), o esmalte é um material nobre de revestimento, obtido pela fusão de pó de vidro sobre um suporte (metal, vidro, louça, madeira, marfim etc) por aquecimento em forno entre 750 e 850O C.  Por sua beleza e versatilidade, a esmaltagem foi amplamente utilizada na joalheria e nas artes decorativas, desde o antigo Egito, por todas as demais grandes civilizações que se seguiram, como a grega, a romana, a árabe e a chinesa, onde foi introduzida nos séculos XIII e XIV.  Na Europa, a técnica atingiu o auge durante a Idade Média, empregada, sobretudo, pelos bizantinos na produção de objetos de culto religioso, posteriormente reproduzidos pelos russos em ícones e painéis de metal e madeira.  Tardiamente introduzida no Japão, em meados do século XIX, foi industrializada, em torno de 1850, na Áustria e na Alemanha, quando os esmaltes passaram a ser executados em série.

As principais técnicas de esmaltagem são:

 

  • “basse-taille” ou “corte ao baixo”, quando a superfície de um metal é gravada em baixo relevo e recoberta de esmaltes translúcidos e transparentes;
  • “champlevé” ou “campo elevado”, quando a superfície é gravada em alto relevo, formando alvéolos nos quais o esmalte é queimado, deixando os “champlevés” expostos;
  • “cloisonné”, do francês “cloison” ou “divisão”, quando, na superfície, finos arames são aplicados, formando desenhos e compartimentos que são preenchidos pelos esmaltes; trata-se, atualmente,  da técnica mais difundida na Europa e nos Médio e Extremo Orientes;
  • “esmalte pintado”, quando uma superfície lisa recebe diretamente um desenho em esmalte;  o “grisaille” e o “esmalte de Limoges” são variantes de “esmalte pintado”;
  • “plique-à-jour” ou “aberto ao dia”, quando, à semelhança da técnica do “cloisonné”, o esmalte é aplicado em compartimentos, sem qualquer suporte,  o que permite que a luz passe através do material translúcido ou transparente, produzindo um efeito de vitral;
  • “ronde basse” ou “redondo”,  forma tridimensional de aplicação do esmalte sobre uma forma escultórica ou base de arame.

 

Após um merecido recesso, durante o qual Perez & Prado se dedicaram a garimpar peças de nível internacional para amigos e clientes, retornamos renovados, a fim de oferecer-lhes objetos de arte e decorativos raros e exclusivos, a exemplo dos esmaltes que ilustram esta matéria.  Desejamos que 2018 seja um ano de muitos e proveitosos investimentos em arte e antiguidades.

Preços da peças sob consulta através de perezeprado@me.com